Edgy
Quando eu a NOVA SBE convivemos na mesma trincheira
Correu algum banzé público sobre a obrigatoriedade, imposta pelo Reitor da Universidade Nova de Lisboa, de que todas as faculdades apresentassem os seus nomes em português. Em Portugal, a NOVA SBE, que tem horror a que descubram que, afinal, é apenas a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, reagiu com indignação. Um ultraje. Onde é que já se viu? “O que seria?!”, como se diz em Carcavelos com tom nasalado, embora a expressão não contenha ditongos.
Pedro Santa Clara, ex-diretor da instituição, veio para os jornais declarar o atentado contra a marca, que tanto trabalho dera a construir, e apelou a que a NOVA SBE abandonasse o perímetro da Universidade Nova de Lisboa. Este apelo fácil à secessão mereceu que um amigo o apodasse de Puidgemont de Carcavelos, epíteto que me garantiu algumas gargalhadas matinais.
De início, estava pouco sensibilizado por esta dor. Aliás, estava a extrair algum prazer sádico do episódio, porque, confesso, ouvir professores da NOVA SBE a ganir em público é o meu “cheiro a Napalm pela manhã”.
No entanto, estou agora muito solidário com a sua causa . Há mesmo coisas que soam muito mal em português.
Por exemplo, antes eu achava que era apenas um “reles provocador” em muitas áreas da minha vida, nomeadamente quando recorro ao “sentido de humor” para irritar pessoas. Mas isso era antes. Agora descobri que sou só edgy.
E edgy é cool. De annoying a trendy num passe de mágica.
Não quero outra coisa.



👍🏻😀 Ridendo castigat mores. Ou – o ridículo mata!